“Parar de ver a IA como um experimento de inovação e colocá-la no centro da estratégia do negócio”

-

Julián Colombo, CEO da N5, foi entrevistado pelo Pool Económico GB para analisar uma das mudanças mais profundas que a indústria financeira está atravessando: a passagem das transferências manuais para transações automatizadas, baseadas em eventos e modelos preditivos.

Na entrevista, Colombo explica como a inteligência artificial deixou de ser um experimento de inovação para se tornar o motor operacional de bancos e fintechs, e por que a próxima vantagem competitiva do setor não vai depender de quem tem mais tecnologia, e sim de quem conseguir transformá-la em confiança, eficiência e melhor experiência para o cliente.

Compartilhamos alguns dos trechos mais relevantes da conversa.

Sobre a segurança do “dinheiro invisível”

“Não se trata de o usuário perder o controle, mas de a tecnologia executar decisões que a pessoa já definiu: regras, limites, permissões e condições. A IA não deveria ‘fazer o que quiser’, mas operar dentro de um marco seguro, rastreável e auditável.”

Sobre os pagamentos condicionados

“Uma pessoa poderia configurar que o aluguel só seja pago se o salário já tiver sido recebido e se o saldo estiver acima de determinado limite. Em uma PME, um pagamento a fornecedor poderia ser executado somente quando a mercadoria for entregue, a nota fiscal validada e o fluxo de caixa permitir. O pagamento deixa de ser uma ação isolada e passa a fazer parte de um processo inteligente.”

Sobre os sistemas legados dos bancos

“Os bancos têm uma vantagem enorme: confiança, regulação, clientes, dados e escala. […] O risco não é desaparecer, mas perder relevância na experiência do cliente. […] Não é preciso substituir tudo o que é antigo, e sim construir em torno disso: conectar via APIs, motores de regras, camadas de negócio apoiadas em IA, BPM ou RPA.”

Sobre precisão e alucinações em IA financeira

“Trabalhamos para que a suíte de IA usada por nossos clientes reduza suas alucinações a 0,8%, quando em média os chatbots oscilam entre 3% e 27%.”

Sobre o próximo passo para os líderes bancários

“Parar de ver a IA como um experimento de inovação e colocá-la no centro da estratégia do negócio. O primeiro passo é mapear as fricções do cliente e os custos operacionais, identificar quais dados e sistemas precisam ser conectados, e escolher casos de uso com impacto real e capacidade de escala. A vantagem não será de quem tem mais tecnologia, mas de quem a transformar em confiança, eficiência e melhor experiência.”


Quer ler a entrevista completa? Julián Colombo também fala sobre quem é responsável quando a IA comete um erro, como tornar um algoritmo explicável diante de um regulador, e para onde está indo o investimento global de USD 97 bilhões em IA para o setor financeiro.

Leia a entrevista completa no Pool Económico GB

compartilhar artigo

Conteúdo recente

Categorias populares