Na recente edição do Fintech Américas 2026, Julián Colombo, CEO e fundador da N5, compartilhou uma visão reveladora sobre como a inteligência artificial (IA) deixou de ser uma promessa de laboratório para se tornar o verdadeiro motor da indústria financeira.
Sobre o que foi a conversa?
A conversa se concentrou na evolução da N5 ao longo do último ano e nos desafios estruturais enfrentados pelos bancos tradicionais. Colombo explicou que, embora a tecnologia avance, instituições com décadas de história carregam uma “entropia tecnológica” que dificulta a inovação. O núcleo da discussão foi a apresentação de soluções que permitem a essas instituições se modernizarem sem ignorar seu legado.
1. Ouija: A ponte entre o passado e o futuro
Um dos anúncios mais relevantes foi o Ouija, uma solução de IA projetada especificamente para se conectar com sistemas legados (das décadas de 70 e 80).
- Por que esse nome? Porque permite “falar com os antepassados” tecnológicos do banco.
- O problema: Grandes bancos podem ter até 70.000 softwares ativos, criando um “terreno pantanoso” para a inovação.
- A solução: O Ouija permite implementar tecnologia moderna aproveitando dados históricos, sem ficar limitado pela rigidez dos sistemas legados.
2. IA Probabilística vs. Determinística
Colombo destacou que o setor bancário não pode se dar ao luxo das “alucinações” da IA (que apresentam em média 2% de erro).
Para evitar erros custosos em transferências ou dados sensíveis, a N5 combina o probabilístico (previsões) com o determinístico (onde 2+2 sempre é 4).
Eles utilizam um sistema de redundância: consultam múltiplos modelos de IA simultaneamente para garantir que a resposta esteja correta antes de executar qualquer ação.
3. A revolução da banca corporativa
Historicamente, a banca corporativa tem sido tratada como uma “extensão” da banca de pessoas físicas, muitas vezes com soluções inadequadas.
A N5 lançou uma das primeiras plataformas do mundo para banca empresarial totalmente suportada por IA.
Diferentemente das pessoas, as empresas são extremamente diversas entre si; a IA finalmente permite criar softwares que compreendem e atendem essa diversidade de forma personalizada.
4. Do laboratório à produção
2025 foi o ano da mudança real: o investimento em IA cresceu 2,3 vezes. Já não se trata de experimentos isolados, mas de tecnologia atendendo centenas de milhares de clientes em tempo real.
A entrevista deixa claro que o sucesso da transformação digital não está em apagar o passado, mas em saber integrá-lo. Com ferramentas como o Ouija e um forte foco na precisão dos dados, a N5 está redefinindo como instituições financeiras tradicionais podem competir na era da inteligência artificial.
🎥 Assista à entrevista completa aqui: https://youtu.be/IqHy7MX3W6I

