Os números falam por si. Da Argentina ao Brasil, passando por México e Chile, os executivos dos setores bancário e de seguros na América Latina não estão apenas adotando inteligência artificial: estão observando transformações operacionais sem precedentes que estão redefinindo o que é possível em termos de gestão de talentos, eficiência e rentabilidade.
O salto de confiança: da expectativa aos resultados
A adoção da inteligência artificial no setor financeiro latino-americano ultrapassou um ponto de inflexão crítico. Há um ano, a IA em bancos e seguradoras era principalmente um projeto piloto. Hoje, é o eixo central das estratégias operacionais das empresas líderes da Argentina, Brasil, Chile e México.
O indicador mais revelador: a expectativa de retorno sobre investimento (ROI) em IA passou de 21% em 2024 para 67% em 2025 entre os CEOs do setor de seguros. Isso representa um aumento de 46 pontos percentuais em apenas 12 meses.
O que mudou? Resultados reais. Os pilotos funcionaram. Agora, os executivos que investiam com expectativa estão vendo resultados concretos, especialmente nas instituições financeiras da América Latina que lideram a transformação digital.
Os números concretos: produtividade em aceleração na América Latina
A transformação digital em bancos e seguradoras da América Latina já não é uma promessa. É uma realidade mensurável.
Crescimento da produtividade: 27% em 7 anos (acelerado nos últimos 2)
Entre 2018 e 2022, a produtividade dos serviços financeiros cresceu 7%.
Entre 2018 e 2024, cresceu 27%.
Em outras palavras: desde que a IA Generativa se popularizou (2022), o crescimento da produtividade quadruplicou em setores como bancos e seguros — um padrão observado em toda a América Latina, da Argentina ao Brasil, passando por Chile e México.
Esse dado é especialmente relevante para instituições financeiras da Argentina, Chile, México e Brasil que estão implementando soluções de IA para automação de processos, análise de dados e detecção de fraudes.
Em comparação, setores menos expostos à IA, como mineração e hotelaria, registraram desaceleração no crescimento da produtividade.
Eficiência operacional: redução de 40% a 80% nos tempos de processamento
Quando a IA é implementada de forma rigorosa nas operações bancárias e de seguros, os resultados são ainda mais expressivos:
- Redução dos tempos de processamento: entre 40% e 80%
- Aumento da capacidade operacional: duplicação da capacidade com a mesma equipe
- Conversão em impacto financeiro: o principal desafio que muitas organizações ainda buscam resolver na América Latina
Isso significa que executivos bancários que antes processavam X transações agora conseguem processar 2X. Ou que uma atividade que levava cinco horas em uma seguradora agora pode ser concluída em apenas uma hora.
Para as instituições financeiras latino-americanas, isso se traduz em retorno tangível sobre o investimento entre 2025 e 2026.
Confiança no crescimento: níveis históricos em bancos e seguradoras
CEOs de instituições financeiras normalmente não são conhecidos pelo excesso de otimismo quando se trata de tecnologia. Mas agora o cenário é diferente.
Seguros na América Latina
- 80% dos CEOs confiam no crescimento de suas empresas (contra 74% em 2024)
- 73% consideram a IA uma prioridade estratégica de investimento
- 60% das seguradoras da região aumentarão seus investimentos em IA em 2026
Bancos na América Latina
Os executivos do setor bancário demonstram um otimismo moderado, porém estratégico.
A IA deixou de ser um projeto piloto e passou para uma fase de implementação em larga escala.
Hoje, ela ocupa papel central em:
- Modelos operacionais
- Experiência do cliente
- Detecção de fraudes
- Cibersegurança
Esse otimismo não é especulativo. Os ganhos de produtividade observados em bancos e seguradoras da Argentina, Brasil, Chile e México já estão gerando resultados concretos.
Onde a IA está sendo aplicada?
Não se trata mais de teoria. A inteligência artificial já está transformando processos específicos em instituições financeiras de toda a América Latina.
Subscrição de seguros
Automação e personalização em tempo real de ofertas de seguros.
Detecção de fraudes
Modelos preditivos de IA capazes de aprender continuamente para proteger transações financeiras.
Análise de risco
Capacidade de identificar e prever riscos antes que eles se materializem em carteiras de crédito.
Experiência do cliente
Personalização instantânea de produtos, ofertas e serviços financeiros.
Cibersegurança
Defesa proativa contra ameaças em plataformas digitais.
Esses casos de uso estão gerando ganhos concretos de produtividade em bancos e seguradoras da Argentina, Brasil, Chile e México durante o período de 2025 a 2026.
O principal desafio: transformar produtividade em resultado financeiro
Aqui está a nuance mais importante: 42% das empresas abandonaram a maior parte de suas iniciativas de IA em 2025, contra 17% em 2024.
Por quê?
Não porque a inteligência artificial não funcione.
O desafio está em transformar ganhos de produtividade em impacto financeiro mensurável.
Uma coisa é processar o dobro de transações bancárias. Outra é garantir que isso gere o dobro de receita ou aumente efetivamente as margens de lucro.
As organizações vencedoras na Argentina, Brasil, Chile e México serão aquelas capazes de fechar essa lacuna entre produtividade operacional e resultados de negócio.
Capacitação de talentos: a verdadeira limitação
77% dos CEOs do setor de seguros apontam a falta de capacitação e preparação da força de trabalho em IA como uma das principais barreiras ao crescimento.
O problema não é tecnológico.
É um desafio de talentos.
Não há profissionais suficientes que saibam utilizar IA de forma estratégica. Também são escassos os gestores capazes de redesenhar processos em torno da inteligência artificial. E equipes devidamente treinadas continuam sendo um recurso limitado.
Isso está criando duas categorias de instituições financeiras na América Latina:
- As que investem simultaneamente em talentos e inteligência artificial
- As que investem apenas em tecnologia e acabam acumulando ferramentas que ninguém sabe utilizar plenamente
Para instituições da Argentina, Brasil, Chile e México, esse será o verdadeiro diferencial competitivo entre 2025 e 2026.
A corrida pela transformação digital em bancos e seguradoras
A janela de oportunidade para implementar IA no setor financeiro é agora.
Há dois anos, a inteligência artificial nos bancos era vista como especulação.
Há um ano, era um projeto piloto em algumas instituições.
Hoje, é uma corrida por escala em toda a América Latina.
As instituições financeiras que conseguirem:
- Implementar IA com rigor e governança
- Alcançar ganhos de produtividade entre 40% e 80%
- Converter esses ganhos em resultados financeiros concretos
- Capacitar suas equipes para operar em um ambiente impulsionado por IA
…terão uma vantagem competitiva capaz de durar anos.
As organizações que ficarem para trás provavelmente precisarão recorrer a fusões, aquisições ou programas de transformação mais agressivos para recuperar terreno.
A realidade em números
Os dados mostram o impacto real da IA sobre a produtividade em bancos e seguradoras da América Latina:
- 27% de crescimento da produtividade em sete anos (acelerado nos últimos dois)
- Redução de 40% a 80% nos tempos de processamento
- 67% dos CEOs esperam retorno sobre investimento em um período de um a três anos (contra 21% no ano anterior)
- 73% consideram a IA uma prioridade estratégica de investimento
- 60% aumentarão os investimentos em IA no próximo ano
- 77% apontam a capacitação de talentos como principal fator limitante
Esses números não são projeções. São a realidade observada em 2025 e 2026 nos setores bancário e de seguros da América Latina.
Conclusão: a corrida está apenas começando
A inteligência artificial não é apenas mais uma tecnologia.
Ela é um multiplicador de produtividade que está transformando profundamente a forma como bancos e seguradoras operam na América Latina.
Os executivos que compreenderam isso já estão agindo.
Os que ainda não compreenderam estão a poucos passos de ficar para trás.
A questão não é se a IA transformará sua indústria.
Ela já está transformando.
A verdadeira pergunta é: sua instituição vai liderar essa transformação ou reagir quando for tarde demais?
A oportunidade é agora.
Os dados de 2025 e 2026 mostram que os ganhos de produtividade já estão acontecendo. O que falta é talento, execução e liderança para transformar esse potencial em uma vantagem competitiva sustentável.

