Tendências fintech 2026: o ano do banco autônomo e dos dados inteligentes

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A transformação digital antecipa como o setor financeiro poderá melhorar sua eficiência e se diferenciar em um mercado regional em constante evolução.

Após um ciclo de adoção acelerada de soluções digitais, o próximo ano marcará uma inflexão para bancos, fintechs e seguradoras. O foco mudará da velocidade da inovação para eficiência inteligente, rastreabilidade de dados e integração de sistemas.

Da N5, uma empresa de software para o setor financeiro, identificamos três tendências que determinarão a competitividade na América Latina:

  • El avance del autonomous banking
  • A reavaliação de sistemas legados
  • A decolagem definitiva do Open Finance na Argentina

Banco autônomo: agentes atuando em sua própria conta

O banco autônomo, sistemas que automatizam decisões de crédito, cobrança, precificação e liquidez com supervisão humana mínima, está posicionado como a tendência tecnológica dominante até 2026.

De acordo com um relatório da Deloitte, organizações que adotam inteligência artificial e automação em larga escala alcançam reduções médias de custos próximas de 31%.

A verdadeira autonomia dos sistemas surge quando eles conseguem antecipar, se autoajustar e executar decisões proativas com base na experiência acumulada de cada cliente.

Em 2026, veremos correções de preço em produtos financeiros, reestruturação automática de portfólios de risco e acionamento inteligente de cobranças preventivas antes que o cliente enfrente atritos, tudo isso sem intervenção humana direta. Para os provedores de TI, o desafio será garantir rastreabilidade, governança de dados e regras de negócios auditáveis.

Sistemas legados como ativo estratégico

A narrativa dominante na última década propôs substituições abrangentes dos núcleos bancários. Hoje, essa narrativa é invertida porque o histórico transacional e a consistência normativa dos sistemas legados são vistos como um ativo crítico para o treinamento de modelos de IA.

Sistemas legados são uma mina de ouro escondida, onde há milhões de transações, dados estruturados, categorias consistentes, comportamentos históricos e outras informações importantes.

A possibilidade de integrar camadas inteligentes sobre o núcleo, APIs, mecanismos de regras, BPM e RPA permite capturar valor sem assumir os custos e riscos de uma migração total.

Finanças Abertas na Argentina: uma porta para a inclusão

O progresso regulatório local coloca a Argentina na rota do Open Finance: iniciativas do Banco Central e implantações públicas de APIs criam condições para que os dados fluam de forma segura entre os players autorizados.

Até 2026, o N5 prevê que a combinação de modelos de Open Finance e IA permitirá que os bancos ofereçam pré-aprovações contextuais e experiências financeiras invisíveis, desde que a governança e a rastreabilidade sejam respeitadas. A competição não é mais entre tecnologia antiga e nova, mas entre dados, contexto e velocidade.

Juntando essas três tendências, surge um mapa claro: o banco que melhor combina agentes autônomos, dados históricos e acesso aberto à informação será aquele que conseguir ganhar mais espaço no mercado local.

*Por Julián Colombo, CEO da N5.

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