‘Queremos triplicar nosso crescimento no setor bancário nos próximos três anos’: Julián Colombo, CEO da N5

-

O executivo abordou como a empresa pretende redefinir a operação dos bancos e seguradoras na região.

O setor bancário na América Latina está passando por uma transformação acelerada, impulsionada pela adoção de novas tecnologias. No entanto, além da digitalização, um dos principais desafios do setor continua sendo a complexidade operacional derivada de sistemas fragmentados e processos mal integrados.

Sob essa perspectiva, Julián Colombo, CEO e fundador da N5, propõe uma visão focada em simplificar a operação das instituições financeiras por meio do uso de inteligência artificial e plataformas unificadas.

Em diálogo com a Portafolio, o executivo explicou como a empresa busca transformar a forma como bancos e seguradoras operam na região. Além disso, ele detalhou o papel estratégico da Colômbia em sua expansão e analisou as principais tendências que estão redefinindo o futuro da indústria financeira.

Do que se trata o N5 e qual é sua proposta de valor dentro do ecossistema financeiro?

Somos uma empresa global de tecnologia focada em resolver um problema muito específico: a complexidade do sistema financeiro. A indústria não precisa de mais tecnologia. Precisa de menos complexidade e mais inteligência.

No N5, o que fazemos é integrar três capacidades-chave do negócio financeiro em uma única plataforma: inteligência do cliente (CRM), execução transacional (BPM) e inteligência de equipe (SPM), todas orquestradas por inteligência artificial. Isso nos permite substituir múltiplos sistemas desconectados por uma única fonte de verdade, onde dados, processos e decisões trabalham em coordenação. É aí que a transformação realmente começa.

Qual problema específico do setor financeiro a empresa busca resolver?

O problema não é a falta de tecnologia, é a fragmentação. Instituições financeiras, especialmente as maiores, construíram suas operações sobre dezenas, e em muitos casos milhares, de sistemas que não se comunicam entre si. Cada um resolve uma parte do negócio, um para clientes, outro para processos, outro para canais, outro para conformidade. O resultado é uma organização complexa, lenta e cara de operar, onde a informação é dispersa e as decisões tomadas sem uma visão completa.

Quando se separa inteligência do cliente, execução de processos e gestão de equipes, o que é gerado é atrito em todos os pontos da operação. 

No N5, resolvemos isso integrando tudo em uma única plataforma. Issopermite não apenas entender melhor o que está acontecendo, mas também agir em tempo real, com decisões mais precisas e processos automatizados de ponta a ponta. O resultado é uma operação mais simples e inteligente, muito mais preparada para competir em um ambiente que não espera mais.

Como o N5 difere de outros players de tecnologia bancária?

A maioria das soluções ajuda a digitalizar. Ajudamos você a pensar melhor e agir mais rápido. Não somos apenas um provedor de software, somos um parceiro que redefine como uma instituição financeira opera. Nossa diferença é que temos uma plataforma única, que nenhum outro provedor oferece, com inteligência artificial aplicada ao negócio e uma obsessão por resultados concretos.

Julián Colombo, CEO y fundador de N5.
Julián Colombo, CEO y fundador de N5. Foto: Cortesía

O setor bancário na América Latina está passando por uma transformação acelerada, impulsionada pela adoção de novas tecnologias. No entanto, além da digitalização, um dos principais desafios do setor continua sendo a complexidade operacional derivada de sistemas fragmentados e processos mal integrados.

Sob essa perspectiva, Julián Colombo, CEO e fundador da N5, propõe uma visão focada em simplificar a operação das instituições financeiras por meio do uso de inteligência artificial e plataformas unificadas.

Em diálogo com a Portafolio, o executivo explicou como a empresa busca transformar a forma como bancos e seguradoras operam na região. Além disso, ele detalhou o papel estratégico da Colômbia em sua expansão e analisou as principais tendências que estão redefinindo o futuro da indústria financeira.

Do que se trata o N5 e qual é sua proposta de valor dentro do ecossistema financeiro?

Somos uma empresa global de tecnologia focada em resolver um problema muito específico: a complexidade do sistema financeiro. A indústria não precisa de mais tecnologia. Precisa de menos complexidade e mais inteligência.

No N5, o que fazemos é integrar três capacidades-chave do negócio financeiro em uma única plataforma: inteligência do cliente (CRM), execução transacional (BPM) e inteligência de equipe (SPM), todas orquestradas por inteligência artificial. Isso nos permite substituir múltiplos sistemas desconectados por uma única fonte de verdade, onde dados, processos e decisões trabalham em coordenação. É aí que a transformação realmente começa.

Qual problema específico do setor financeiro a empresa busca resolver?

O problema não é a falta de tecnologia, é a fragmentação. Instituições financeiras, especialmente as maiores, construíram suas operações sobre dezenas, e em muitos casos milhares, de sistemas que não se comunicam entre si. Cada um resolve uma parte do negócio, um para clientes, outro para processos, outro para canais, outro para conformidade. O resultado é uma organização complexa, lenta e cara de operar, onde a informação é dispersa e as decisões tomadas sem uma visão completa.

Quando se separa inteligência do cliente, execução de processos e gestão de equipes, o que é gerado é atrito em todos os pontos da operação. 

No N5, resolvemos isso integrando tudo em uma única plataforma. Issopermite não apenas entender melhor o que está acontecendo, mas também agir em tempo real, com decisões mais precisas e processos automatizados de ponta a ponta. O resultado é uma operação mais simples e inteligente, muito mais preparada para competir em um ambiente que não espera mais.

Como o N5 difere de outros players de tecnologia bancária?

A maioria das soluções ajuda a digitalizar. Ajudamos você a pensar melhor e agir mais rápido. Não somos apenas um provedor de software, somos um parceiro que redefine como uma instituição financeira opera. Nossa diferença é que temos uma plataforma única, que nenhum outro provedor oferece, com inteligência artificial aplicada ao negócio e uma obsessão por resultados concretos.

Que tipo de clientes você tem hoje?

Trabalhamos com bancos, seguradoras, empresas de pagamento e qualquer instituição financeira que entenda que permanecer como está não é mais uma opção. Alguns nomes que posso citar são Santander, Itaú, Mastercard e Zurich. Hoje temos operações em mais de 10 países, principalmente na América Latina, mas também temos clientes na Europa e nos Estados Unidos.

Quais são as soluções ou produtos mais requisitados atualmente?

Hoje, vemos uma forte demanda por soluções que combinem inteligência artificial com impacto direto no negócio. As instituições buscam vender e atender melhor, operar a um custo menor e tomar decisões mais rápido. É por isso que a necessidade de soluções como nossos assistentes de IA, agentes autônomos e sistemática empresarial inteligente está crescendo.

Qual a relevância da Colômbia na estratégia regional N5?

A Colômbia é um dos mercados mais interessantes da região atualmente, porque possui instituições sólidas e, ao mesmo tempo, uma fome por transformação. É isso que faz dele um mercado estratégico para nós.

Quais oportunidades e desafios você identificou no mercado colombiano?

A Colômbia tem uma grande oportunidade de acelerar sua transformação, impulsionada por investimentos em tecnologia e maior adoção digital pelos usuários. O principal desafio permanece o mesmo de toda a região: integrar sistemas fragmentados e transformar processos sem afetar a operação. Por isso, buscamos estar presentes em 6 das 10 principais instituições financeiras do país.

Quais são as metas de crescimento do país para os próximos anos?

Queremos triplicar nosso crescimento nos próximos três anos e passar de aproximadamente 5% para cerca de 10% do total de negócios da empresa. Isso não é alcançado apenas pelo aumento de volume, mas pelo aprofundamento dos relacionamentos e a ampliação do impacto dentro de cada instituição.

Quais tendências marcarão o futuro do setor bancário no país e na região?

A inteligência artificial vai redefinir tudo. Não estamos falando de chatbots, estamos falando de sistemas que tomam decisões, executam processos e aprendem. Os bancos vão passar de processos operacionais para orquestrar inteligência.

Quanto as instituições financeiras estão investindo em tecnologia atualmente?

Eles estão investindo mais do que nunca, especialmente em inteligência artificial, automação e nuvem. Hoje a tecnologia não é um facilitador, é o núcleo do negócio financeiro. Mas tanto investimento também pode trazer desafios, porque investir em tecnologia não integrada só adiciona mais complexidade.

JOHANA LORDUY 

compartilhar artigo

Conteúdo recente

Categorias populares