“O erro mais comum é enxergar a modernização como um projeto puramente tecnológico”

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Em entrevista ao Innovación Digital 360, nosso CEO analisa por que muitas iniciativas de mudança fracassam antes mesmo de começar, destaca o valor estratégico da história operacional dos bancos e explica como aproveitá-la sem desmontar o que já funciona

Em entrevista concedida ao Innovación Digital, Julián Colombo, CEO da N5, refletiu sobre um dos principais desafios enfrentados hoje pela indústria financeira: o papel dos sistemas legados nos processos de inovação.

Embora mais da metade dos bancos ainda considere que suas infraestruturas herdadas limitam sua capacidade de evoluir, a discussão — segundo Colombo — vai muito além da tecnologia.

O verdadeiro ponto de inflexão, explicou, está na forma como as organizações pensam, gerenciam e se relacionam com seu core bancário, e não apenas nas ferramentas que utilizam.

O legado como ativo estratégico, e não como obstáculo

Ao longo da entrevista, Colombo desenvolveu uma ideia central: o legado não é um peso inevitável, mas um ativo que muitas vezes é subutilizado. Em especial, destacou o enorme valor dos dados históricos acumulados pelos bancos que, quando bem explorados, podem se transformar em uma vantagem competitiva.

Durante a conversa, o CEO da N5 analisou os erros mais frequentes cometidos pelas organizações ao tentar modernizar sem substituir, e explicou como a inteligência artificial pode desempenhar um papel-chave quando se apoia em informações rastreáveis, confiáveis e de qualidade.

Transformação tecnológica versus transformação cultural

Outro ponto abordado foi o impacto do legado nos indicadores de negócio. Segundo Colombo, quando os sistemas herdados passam a jogar a favor, as primeiras métricas a se transformar são aquelas relacionadas à eficiência, à experiência do cliente e à tomada de decisão.

No entanto, ele alertou que, na maioria dos casos, a transformação cultural é mais complexa do que a tecnológica, pois exige a revisão de processos, hábitos e narrativas profundamente enraizados nas organizações financeiras.

Repensar o futuro do core bancário

Com uma visão estratégica e sem simplificações, Julián Colombo propôs repensar a narrativa dominante sobre os sistemas legados na banca e apresentou a noção de uma verdadeira “revanche do legado”. Uma perspectiva que convida a questionar premissas, compreender melhor a relação entre história e inovação e refletir sobre quem está, de fato, preparado para liderar a próxima etapa do sistema financeiro.

Para se aprofundar nesses temas e conferir a análise completa, convidamos você a ler a entrevista original publicada no jornal:
Innovación Digital 360

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