Em um cenário do passado, uma reunião sobre o futuro

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Como a inteligência artificial, os agentes autônomos e a automação estão transformando o futuro do trabalho e a tomada de decisões na banca

Na sexta-feira, 13 de fevereiro, no Palacio Paz, em Buenos Aires, Julián Colombo, CEO da N5, compartilhou um café da manhã com um grupo de jornalistas e referências do ecossistema econômico e tecnológico

O tom foi informal, de conversa aberta e sem apresentações rígidas. Houve trocas que cruzaram experiências pessoais e profissionais, olhares vindos de diferentes origens e trajetórias: Buenos Aires, Medellín… Um diálogo em sintonia com a natureza global da N5: uma empresa presente em mais de 15 países, habituada a pensar em escala regional e internacional.

Olhares qualificados enriqueceram o intercâmbio: Santiago Escobar trouxe paralelos com sua Colômbia natal e com a evolução dos mercados latino-americanos; Pablo Whanon, a partir de sua experiência em matemática e IA, aprofundou os alcances e limites dos modelos algorítmicos; Leandro Salén introduziu questões ligadas ao contexto econômico e à sustentabilidade das transformações tecnológicas ao longo do tempo.

A conversa naturalmente se direcionou para o avanço da inteligência artificial, não apenas em seu impacto concreto nos processos financeiros. O ponto mais alto surgiu quando alguém destacou que já existem agentes de IA que utilizam humanos como assistentes para executar ações físicas dentro de processos intangíveis.

Para além do impacto provocativo da ideia de que a IA possa contratar humanos — e não o contrário — essa inversão do modelo tradicional homem-IA como assistente provoca uma reflexão muito mais profunda. A mudança de paradigma parece reforçar a chegada iminente de uma singularidade tão temida quanto aguardada.

A conversa avançou ainda para a incerteza sobre o futuro do trabalho das novas gerações em um contexto cada vez mais automatizado.

A partir de uma pergunta sobre o que a N5 produz, o CEO — apoiado em décadas de experiência no setor bancário — apresentou uma explicação esclarecedora sobre o funcionamento do negócio bancário e seus pilares: rentabilidade, risco, permanência, potencial de crescimento. Em seguida, mostrou como a inteligência artificial pode apoiar, otimizar e influenciar decisões estratégicas.

O encontro deixou a impressão de um diálogo franco, inspirador e intelectualmente estimulante — marcado tanto por valiosas trocas quanto por uma genuína preocupação com o futuro. Uma reunião orientada pela visão de futuro, mas com o espírito clássico de um Banquete, em um cenário igualmente atemporal.

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