Julián Colombo, CEO da N5, fala sobre a consolidação da banca autônoma na América Latina, o papel da inteligência artificial e os desafios da transformação digital no setor financeiro
Três perguntas, três respostas… Executivos de empresas financeiras e de tecnologia contam como se posicionam no mercado. Hoje é a vez da N5, uma empresa de tecnologia para a indústria financeira, fundada em 2017. Entrevistamos Julián Colombo, CEO da N5, que falou sobre tendências, desafios e a transformação digital da indústria bancária. Vamos lá.
1) Quais são as tendências para 2026 que se desenham para a indústria fintech e que trazem uma melhoria substancial em eficiência e competitividade?
Julián Colombo: A indústria financeira atravessa uma transformação profunda. Se 2025 marcou a passagem da inteligência artificial da promessa para a aplicação real, 2026 será o ano em que a eficiência e a competitividade serão redefinidas em escala.
A principal tendência será a consolidação da banca autônoma, impulsionada pela inteligência artificial. As decisões de crédito, precificação e cobrança serão cada vez mais realizadas em tempo real, de forma automatizada e dentro de estruturas claras de governança e supervisão humana. Isso permitirá reduzir custos, aumentar a precisão e acelerar processos.
Na América Latina, as instituições financeiras avançarão em direção a plataformas integradas, substituindo soluções fragmentadas e permitindo a gestão de dados, riscos e operações em um único ecossistema. A isso se somam os pagamentos instantâneos, o embedded finance e a banca emocional, que adapta a experiência de acordo com o contexto do cliente e reforça a inclusão financeira por meio de soluções mais acessíveis e escaláveis.
2) Quais foram os principais desafios que marcaram a chegada da inteligência artificial ao setor de seguros em 2025 e o que vem pela frente para esse segmento?
Julián Colombo: No setor de seguros, a chegada da IA em 2025 trouxe desafios importantes: escalabilidade tecnológica, adequação regulatória e resistência cultural dentro das organizações. Integrar modelos inteligentes em processos críticos exigiu não apenas investimento, mas também uma mudança profunda na forma de trabalhar e tomar decisões.
A chegada do seguro Universal Life ao Brasil, por exemplo, marcou um ponto de inflexão que outros mercados já haviam vivido, onde a inteligência artificial começou a desempenhar um papel central para sustentar produtos mais flexíveis, dinâmicos e personalizados.
Ao longo de 2026, o setor entrará em uma fase de maior maturidade. O foco estará na eficiência operacional, na personalização e na governança ética.
3) A N5 busca se consolidar como líder na transformação digital da indústria bancária. Como a empresa está hoje, quais são os próximos passos de investimento e como projeta 2026?
Julián Colombo: Encerramos um ano-chave, com a extensão da rodada de investimentos, alcançando aproximadamente US$ 20 milhões. Alexia Ventures e Scale-Up Ventures, o fundo de investimento da Endeavor, se somaram ao grupo de investidores que já nos apoiam: Illuminate Financial, Exor Ventures, Madrone Capital Partners, LTS Investments, Arpex Capital e Overboost. Além disso, mantivemos nossa presença em 18 países, assim como alianças estratégicas com líderes globais como a Microsoft.
Nosso objetivo para 2026 é claro: ser a principal referência em banca autônoma na América Latina, integrando inteligência artificial e Open Finance para oferecer experiências invisíveis, seguras e eficientes.
A empresa continuará investindo em Pesquisa e Desenvolvimento e em alianças estratégicas para acompanhar a evolução digital da indústria financeira regional.
2026 não será apenas uma mudança tecnológica: será uma mudança cultural. E na N5, estamos prontos para liderá-la.
Quer saber como transformar sua operação? Falar com um especialista.

