{"id":17401,"date":"2026-08-12T17:46:08","date_gmt":"2026-08-12T20:46:08","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.n5now.com\/de-una-sucursal-bancaria-a-18-paises-la-historia-detras-de-n5-contada-por-su-fundador\/"},"modified":"2026-08-12T17:52:23","modified_gmt":"2026-08-12T20:52:23","slug":"de-una-sucursal-bancaria-a-18-paises-la-historia-detras-de-n5-contada-por-su-fundador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.n5now.com\/pt-br\/de-una-sucursal-bancaria-a-18-paises-la-historia-detras-de-n5-contada-por-su-fundador\/","title":{"rendered":"De uma ag\u00eancia banc\u00e1ria a 18 pa\u00edses: a hist\u00f3ria por tr\u00e1s da N5, contada pelo pr\u00f3prio fundador"},"content":{"rendered":"\n<p>Juli\u00e1n Colombo, fundador e CEO da N5, foi o convidado desta semana no&nbsp;<em>Poker de Damas<\/em>&nbsp;(Radio La Plata), e contou \u2014 com o humor e a franqueza t\u00edpicos do r\u00e1dio \u2014 a hist\u00f3ria real por tr\u00e1s de uma das frases mais repetidas sobre ele: que come\u00e7ou com 100 d\u00f3lares e hoje lidera uma empresa avaliada em 100 milh\u00f5es. A entrevista completa vale muito a pena, mas aqui vai o resumo para quem prefere ler.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O mito dos 100 d\u00f3lares<\/h2>\n\n\n\n<p>Ele come\u00e7ou esclarecendo algo: a frase &#8220;de 100 d\u00f3lares a 100 milh\u00f5es&#8221; \u00e9 mais um recurso jornal\u00edstico do que um relato exato. O que \u00e9 verdade \u00e9 que, ao abrir a conta banc\u00e1ria da empresa nos Estados Unidos, ele depositou apenas 100 d\u00f3lares \u2014 todo o dinheiro em esp\u00e9cie que tinha, j\u00e1 que depois de toda uma carreira banc\u00e1ria praticamente n\u00e3o usava mais dinheiro f\u00edsico. Esse detalhe quase aned\u00f3tico acabou virando a lenda fundadora da N5.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes disso vieram 20 anos de carreira corporativa: ag\u00eancias, comit\u00eas de dire\u00e7\u00e3o comercial, catorze pa\u00edses diferentes, desde uma ag\u00eancia do Banco R\u00edo a cinco quarteir\u00f5es do est\u00fadio de r\u00e1dio at\u00e9 a matriz corporativa do Banco Santander em Madri. Pelo caminho, conheceu, entre outras pessoas, Ana Bot\u00edn, e desenvolveu algo que se mostraria essencial para a N5: ter visto, por dentro, como funciona \u2014 e como falha \u2014 o sistema banc\u00e1rio em mais de uma dezena de mercados diferentes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A decis\u00e3o n\u00e3o foi tomada por uma planilha<\/h2>\n\n\n\n<p>A parte mais interessante da conversa n\u00e3o foi o dado financeiro, e sim o verdadeiro motivo por tr\u00e1s da sua demiss\u00e3o. Colombo passou tr\u00eas anos viajando todos os domingos de S\u00e3o Paulo para Madri e voltando \u00e0s quintas-feiras, para n\u00e3o desenraizar a fam\u00edlia do Brasil enquanto seguia construindo a carreira na Espanha. Foi o filho mais velho quem, sem perceber, acabou de convenc\u00ea-lo: um coleguinha de escola tinha a sorte de ter um pai que trabalhava num banco&nbsp;<em>no Brasil<\/em>, ent\u00e3o podia ser buscado na escola todos os dias. O coment\u00e1rio infantil mostrou algo \u00f3bvio que ele havia deixado de enxergar: tamb\u00e9m existiam bancos no Brasil. Naquele dia decidiu sair, embora tenha levado mais um ano para se animar de fato.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando contou o plano ao pai e \u00e0 esposa, os dois reagiram da mesma forma: com a cara de quem, j\u00e1 tendo resolvido todos os problemas materiais, agora quer complicar a pr\u00f3pria vida atr\u00e1s de uma medalha de &#8220;empreendedor&#8221;. A frase do pai, por\u00e9m, foi o que decidiu a balan\u00e7a: o mesmo impulso que o levou a construir aquela carreira de sucesso era o mesmo que agora o empurrava a deix\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Oito horas de conversa e um cheque de 5 milh\u00f5es de d\u00f3lares<\/h2>\n\n\n\n<p>A parte mais cinematogr\u00e1fica da entrevista \u00e9 sobre os primeiros dias da N5. Ele se demitiu numa quinta-feira em Madri, viajou aos Estados Unidos para abrir a empresa (da\u00ed os 100 d\u00f3lares) e, no fim de semana seguinte, voou a Panam\u00e1 para uma reuni\u00e3o com o dono de um banco que ele n\u00e3o conhecia. Depois de oito horas de conversa, saiu com um cheque de 5 milh\u00f5es de d\u00f3lares para desenvolver um software que, naquele momento, nem existia. Seu argumento n\u00e3o foi financeiro: disse ao dono que um dia teria entre seus investidores os maiores bancos do mundo, mas que nunca mais teria um&nbsp;<em>primeiro<\/em>&nbsp;cliente para agradecer em cada entrevista. Essa promessa, segundo ele, continua cumprindo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que &#8220;seu banco \u00e9 ruim&#8221; (e a culpa n\u00e3o \u00e9 do banc\u00e1rio)<\/h2>\n\n\n\n<p>J\u00e1 com o neg\u00f3cio em andamento \u2014 hoje a N5 trabalha com mais de 70 bancos e fintechs em 18 pa\u00edses, com 97% do faturamento vindo de fora da Argentina \u2014, Colombo explicou em termos simples o problema que a empresa resolve: a&nbsp;<strong>entropia tecnol\u00f3gica<\/strong>. A maioria dos bancos \u00e9 &#8220;aluvional&#8221;: foram se formando a partir de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es sucessivas, acumulando dezenas de sistemas que nunca chegam a se integrar totalmente. Enquanto uma fintech pode desenhar seu produto a partir de uma folha em branco, um banco tradicional precisa, como ele definiu, trocar as asas do avi\u00e3o em pleno voo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele foi especialmente direto sobre a l\u00f3gica econ\u00f4mica por tr\u00e1s do atendimento ao cliente: se atender uma pessoa por um canal humano custa cerca de 7 d\u00f3lares, e essa mesma pessoa gera apenas alguns d\u00f3lares de margem por m\u00eas, a conta simplesmente n\u00e3o fecha. N\u00e3o \u00e9 que os bancos n\u00e3o queiram ter mais gente atendendo \u2014 \u00e9, literalmente, a economia que n\u00e3o permite. \u00c9 a\u00ed que entra a proposta da N5: tecnologia que oferece um atendimento &#8220;humano&#8221; \u2014 paciente, profundo, inteligente \u2014 sem depender inteiramente de pessoas do outro lado da linha. Ele resume isso como a democratiza\u00e7\u00e3o da empatia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estados Unidos, Argentina e a pergunta que nunca falta<\/h2>\n\n\n\n<p>Sobre por que fundou a empresa nos Estados Unidos e n\u00e3o na Argentina, foi direto: uma empresa criada sob as regras americanas vale, para um investidor, v\u00e1rias vezes mais do que a mesma empresa constitu\u00edda num pa\u00eds com menor estabilidade jur\u00eddica. N\u00e3o \u00e9 um julgamento sobre a Argentina, apenas uma descri\u00e7\u00e3o de como o capital pensa. Ainda assim, destacou que a Argentina foi a terceira filial que a empresa abriu, que nunca repatriou lucros para fora do pa\u00eds e que, depois de 25 anos morando fora, a fam\u00edlia est\u00e1 considerando voltar por um tempo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma hist\u00f3ria argentina, fora dos neg\u00f3cios<\/h2>\n\n\n\n<p>Entre risadas, Colombo tamb\u00e9m contou um momento bem pessoal: o juramento \u00e0 bandeira argentina da sua filha mais nova, nascida no Brasil, durante um tr\u00e2mite consular breve que acabou sendo muito mais emocionante do que o esperado. Um bom lembrete de que, por tr\u00e1s das rodadas de investimento e dos comit\u00eas banc\u00e1rios, ainda existe uma fam\u00edlia construindo sua identidade entre cinco pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><em>Voc\u00ea pode ouvir a entrevista completa no Poker de Damas (Radio La Plata). Juli\u00e1n Colombo \u00e9 fundador e CEO da N5.<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Juli\u00e1n Colombo en Poker de Damas: de $100 d\u00f3lares a una empresa de software bancario en 18 pa\u00edses\" width=\"696\" height=\"392\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EXvec-sHAmg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Juli\u00e1n Colombo, fundador da N5, conta no Poker de Damas como saiu de uma ag\u00eancia banc\u00e1ria para liderar uma fintech em 18 pa\u00edses. 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